Estúdios musicais investem em computadores Desktop

O Desktop é responsável pelo gerenciamento das gravações

Desde seu surgimento, o computador desktop foi usado em funções das mais diversas. E a indústria musical sempre abusou ao máximo da tecnologia seja para melhorar a performance de seus contratados ou editando a imagem deles para que se adequem a estética vigente na sociedade. E estúdios de todos os tamanhos, passaram a ter no computador desktop um aliado para administrar as sessões dos artistas.

desktop

“O Desktop é uma peça tão importante em um estúdio quanto qualquer outro instrumento. Como a gravação digital tem custos menores e oferece um alto grau de qualidade no resultado final, este tipo de empresa investe cada vez para oferecer aos músicos um ambiente em que possam soltar sua criatividade, e encontrar seu melhor som, e registrar para a posteridade os clássicos do futuro”, diz o produtor musical Dandy Goes.

A alma de um desktop são os seus softwares, que hoje em dia podem fazer quase tudo que se imagina. E dentro da área musical, há uma série de aplicativos que permitem ao engenheiro de som ou produtor melhorar o timbre dos instrumentos, a distorção, ajudar na afinação dos cantores, criar linhas de bateria eletrônica, que muitas vezes servem de guia para a criação com o instrumento acústico, e muito mais.

“Parece que o desktop foi criado pensando em um estúdio musical, tamanho são os recursos disponíveis para facilitar a nossa vida. Para começar, podemos gravar quantas vezes forem necessárias, já que não há limites para o armazenamento de dados. E o interessante é poder analisar os arquivos, selecionar uma determinada parte, acelerar ou diminuir o ritmo. É uma forma ter uma relação mais próxima com o processo criativo. Muitas das canções chegam nesta fase finalizadas, mas o trabalho do produtor nos mostra detalhes que podem realçar o melhor da composição, talvez mudar o tipo de distorção ou deixar um timbre de guitarra mais pesado, ou a bateria mais rápida, ou cadenciada em determinado ponto”, diz o baixista Renan F. da Costa, que toca em uma banda de early reagge, junto com outros alunos da Universidade de São Paulo, campus leste.

“Com o desktop, eu consigo controlar todo o processo de gravação, e muitas vezes ajudar os músicos mais inexperientes, a melhorar as suas músicas. Ao contratarem o estúdio, a banda não paga somente pelas horas de gravação, mas pela assessoria de um profissional que já está mais acostumado a essa rotina e pode orientá-los. Com os recursos de engenharia de som que o computador desktop nos deixa disponível, temos condições de ajustar os instrumentos e deixar o talento brasileiro florescer”, afirma o empresário, pianista e produtor musical Kenio Fuke, proprietário de um estúdio na zona norte de São Paulo.