Contadora de cédulas: empresas de ônibus organizam os lucros

A contadora de cédulas é o equipamento usado para administrar a renda das passagens

Com a contadora de cédulas, as empresas de ônibus têm em mãos uma ótima ferramenta para conseguir gerenciar a grande quantidade de dinheiro em espécie, oriundo de suas linhas que cruzam a cidade levando os cidadãos aos seus destinos. Muitos passageiros fazem o pagamento com o vale transporte eletrônico, em forma de cartões com micro chip, como o bilhete único em São Paulo, ou o cartão BOM, na região metropolitana. Mas de qualquer forma, os cartões são carregados em terminais de ônibus ou estações de metrô ou trem, e seguem para as empresas de qualquer forma, onde a contadora de cédulas faz o seu papel de organização.

“A contadora de cédulas é a rainha da tesouraria”, brinca João Guilherme Oliveira, gerente do setor e funcionário da viação Anhanguera. Segundo ele, em uma empresa de transportes de grande porte, que conta com milhares de usuários por dia, uma contadora de cédulas é fundamental para poder organizar a renda das linhas que cortam a grande São Paulo. “Atendemos a uma série de municípios e o conteúdo dos cofres de todas as linhas terminam aqui, no nosso departamento, aqui na garagem. Usamos a contadora de cédulas para que não haja dúvidas ou erros na contabilidade do faturamento”, acrescenta João.

contadora de cédulas

A contadora de cédulas também é empregada nos pontos de recarga dos cartões. Estes postos arrecadam tanto quanto as linhas de ónibus, já que muitos passageiros optam por fazer o pagamento das passagens do mês de uma única vez. “Nós recebemos na tesouraria tanto o conteúdo dos cofres dos ônibus, como os malotes vindo das áreas de recarga. Em parceria com o setor de contabilidade, nós processamos a renda de cada local, reorganizamos com a contadora de cédulas para que o carro forte faça a retirada e leve em segurança até o banco”, conta Henrique Medeiros Lopes, auxiliar contábil que faz a ligação entre os departamentos de finanças na viação Urubupunga, que também atua na zona oeste da grande São Paulo.

A contadora de cédulas, que tanto ajuda as empresas de transportes paulistas, foi criada há quase cem anos, na longínqua Washington, capital dos Estados Unidos. O federal Reserve Bank tinha o mesmo desafio das empresas de ônibus, evitar erros e ter um rigor maior no controle das remessas.

“Outra vantagem que a contadora de cédulas traz para nós é identificar notas falsas ou danificadas em meio a milhares de unidades. Os cobradores e atendentes dos postos são treinados para evitar este tipo de situação, mas o ritmo de trabalho e cópias bem feitas podem enganar o olho nu. Já a contadora de cédulas tem vários mecanismos de controle, como luz ultravioleta e leitura magnética das tarjas de segurança”, finaliza Henrique.