Almoxarifados controlam saída de material com leitor de código de barras

O leitor de código de barras é usado na identificação de cada funcionário

O leitor de código de barras é muito popular no comércio, para descobrirmos o valor de um determinado produto. Mas sua utilidade não se restringe ao setor de varejo. Aquele famoso símbolo é capaz de armazenar muito mais informações. As empresas já perceberam essa possibilidade e começam a aplica-la no seu dia a dia.

leitor de código de barras

“Sempre que efetuamos uma contratação, automaticamente, adicionamos mais um funcionário ao quadro, junto com seu crachá de identificação, lhe atribuímos um número representado por um símbolo que pode ser interpretado pelo leitor de código de barras. E através dele, o novo colaborador tem acesso aos recursos necessários para desempenhar seu trabalho”, conta a gerente de recursos humanos Gisele N. de Aguiar, empregada de uma corretora de valores no centro de São Paulo.

O uso de um leitor de código de barras aumenta significativamente a segurança e a organização dos recursos da empresa. Na corretora, o computador só se inicia se, além da senha, o crachá com o identificador pessoal for inserido corretamente.

“Esta atitude pode parecer extrema, mas em um ambiente profissional, muitas vezes a disputa por posições mais elevadas e pelo acesso a informações privilegiadas muda o comportamento humano, e sempre indicamos que ao deixar a sua mesa, o empregado trave seu terminal, que só pode ser novamente liberado, através do leitor de código de barras e com o código correto”, informa o corretor Nivaldo O. Pinto. “Não estão brincando quando dizem que os corretores da bolsa são malucos”, faz graça, Nivaldo, formado em administração de empresas pela PUC-RS, e diz que nada que viu na faculdade o preparou para situações assim.

O leitor de código de barras também é importante na hora de se requisitar material no almoxarifado, como papel sulfite, toner ou cartuchos de impressora, e outras necessidades do dia a dia. “Essa medida diminui em mais de 50% o desperdício. Essa redução acarreta em um custo menor para se manter o escritório, e é repassada aos funcionários em forma de bônus semestral. Aquilo que era mal utilizado, agora é um interessante rendimento nas férias de julho ou dezembro. Já o funcionário que estoura a sua cota sem justificativa, não tem direto ao valor extra”, explica o arquivista Daniel G. Trancoso, chefe do setor de estoque de materiais de escritório da empresa.

“Encontramos no leitor de código de barras, uma forma rápida e segura de atribuir responsabilidades no ambiente de trabalho. E que pode ser aplicada de diversas formas. Recentemente, investimentos em um máquina de café automática, e disponibilizamos uma cota de cinco xícaras para cada funcionário, regulada com o leitor de código de barras. E com isso podemos prever a quantidade de material a ser adquirido e que ninguém extrapole ou fique sem. É a forma mais justa que encontramos. Da ordem surge o progresso”, finaliza o Diretor da companhia Gilberto de Camargo.